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O Jiu-Jitsu como um instrumento de inclusão social

O jiu-jitsu, arte marcial de origem japonesa amplamente difundida no Brasil, vai muito além de técnicas de combate e defesa pessoal. Seu ensino desempenha um papel social significativo, contribuindo de diversas formas para o desenvolvimento individual e comunitário.

03/07/2024 às 13h16
Por: Ana Paula Costa Fonte: Assessoria
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Foto/Divulgação.
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O Jiu-Jitsu é, de fato, o resultado do desenvolvimento de uma arte científica de luta que envolve movimentos biomecânicos onde envolve alavancas, imobilização e submissão do oponente. É considerada por esta razão, a mais perfeita e completa forma de defesa pessoal de todas as épocas, sendo conhecido como “Arte das Técnicas Suaves” (Jiu – suavidade; e Jitsu – técnicas).

Bruno Ribas, professor de jiu-jitsu e idealizador do projeto social Jiu Jitsu LPV – que ensina crianças, jovens e adultos da comunidade não só as técnicas do esporte mas seus valores, explica os benefícios do esporte e seu papel social.

Segundo Ribas o Jiu-Jitsu traz inúmeros benefícios ao praticante, destacando-se o desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo-social. No aspecto motor, observamos o desenvolvimento da lateralidade, o controle do tônus muscular, a melhora do equilíbrio e da coordenação global, o aprimoramento da ideia de tempo e espaço, bem como da noção de corpo. No aspecto cognitivo, favorece a percepção, o raciocínio, a formulação de estratégias e a atenção. No que se refere ao aspecto afetivo e social, pode-se observar em alunos alguns aspectos importantes, como a reação a determinadas atitudes, a postura social, a socialização, a perseverança, o respeito e a determinação. 

Entre os benefícios do Jiu-Jitsu podemos destacar:

Desenvolvimento Físico

Melhora a condição física dos praticantes: força, flexibilidade, resistência e coordenação motora. Essas habilidades físicas não apenas contribuem para a saúde geral, mas também previnem doenças relacionadas ao sedentarismo, como obesidade, diabetes e problemas cardíacos.

Aperfeiçoamento Mental e Emocional

O jiu-jitsu exige concentração, disciplina e paciência. Os praticantes aprendem a manter a calma sob pressão, a pensar estrategicamente e a resolver problemas de forma rápida e eficiente. Esses atributos são transferíveis para outras áreas da vida, ajudando no desempenho acadêmico e profissional. Além disso, a superação de desafios dentro do tatame promove a autoconfiança e a autoestima.

Socialização e Inclusão

O ambiente do jiu-jitsu é marcado por um forte senso de comunidade. A interação constante com colegas de treino fomenta amizades e o respeito mútuo. A diversidade de pessoas que praticam jiu-jitsu — de diferentes idades, gêneros e origens sociais — promove um espaço inclusivo, onde todos são valorizados e encorajados a se desenvolverem juntos.

Bruno destaca o Jiu-Jitsu   pode ser utilizado como uma prática educativa crítico-emancipatória, que contribui para a construção da cidadania infanto-juvenil devido à sua competência objetiva (educacional), competência social (cidadania, comportamento social) e competência comunicativa (integração social e conhecimento corporal).

A respeito do papel social do Jiu-Jitsu destacamos:

Educação e Formação de Valores

O jiu-jitsu ensina valores fundamentais como respeito, humildade, perseverança e disciplina. Essas lições são especialmente valiosas para crianças e adolescentes, que estão em fase de formação de caráter. A prática regular contribui para o desenvolvimento de cidadãos mais conscientes e responsáveis, capazes de lidar com adversidades de maneira ética e construtiva.

Redução da Violência

Ao promover o autocontrole e a resolução pacífica de conflitos, o jiu-jitsu pode ser uma ferramenta eficaz na prevenção da violência. Programas comunitários que oferecem aulas de jiu-jitsu em áreas vulneráveis têm mostrado resultados positivos na redução da criminalidade juvenil. Esses programas fornecem uma alternativa saudável e construtiva para jovens que, de outra forma, poderiam ser atraídos por comportamentos delinquentes.

 

Inclusão Social e Acesso

Muitas academias e projetos sociais oferecem aulas de jiu-jitsu gratuitas ou a preços acessíveis para comunidades de baixa renda. Essas iniciativas não apenas democratizam o acesso ao esporte, mas também oferecem uma oportunidade para jovens em situação de risco. A prática do jiu-jitsu pode ser um meio de escapar das dificuldades econômicas e sociais, proporcionando um caminho para uma vida mais saudável e produtiva.

O jiu-jitsu, enquanto arte marcial, transcende a esfera esportiva para se tornar uma poderosa ferramenta de transformação social. Seus benefícios físicos, mentais e emocionais são amplamente reconhecidos, mas seu verdadeiro valor reside na capacidade de educar, incluir e inspirar indivíduos e comunidades. Ao ensinar disciplina, respeito e perseverança, o jiu-jitsu contribui para a formação de cidadãos mais íntegros e preparados para enfrentar os desafios da vida. Em última análise, o ensino do jiu-jitsu representa um investimento significativo no futuro da sociedade, finaliza Bruno Ribas.

 

Fonte: AL9 Comunicação

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